Uma dança folclórica da Palestina, Líbano e Síria. Dabke significa “sapateado”. Podem participar de 6 a 15 dançarinos e dançarinas.

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A Dança Dabke
O povo Sírio e o Libanês, são cheios de histórias muito antigas, tradições e a religião presente na sua vida, na sua arte, música. Inseriram várias palavras em nosso vocabulário, e nos influenciou com sua rica gastronomia típica, que agora pode-se dizer “brasileira”, como a esfirra, o quibe, a qualhada, o labne (qualhada seca), o homus (pasta de grão de bico) e tantas outras que já se incorporaram na nossa cozinha e gosto. E sabem ser mestres na arte do comércio, trazendo toda sua tradição secular e cultural de comerciantes para nossas cidades, principalmente a cidade de São Paulo, na rua 25 de março e bairros como Bom Retiro e Brás, dentre outros.
Na dança, a mais conhecida para nós, é a dança do ventre, porém, seguindo a linha de trazer temas mais tradicionais das culturas, procurei uma dança mais típica e histórica, escolhendo a representação folclórica da dança Dabke.

Para os árabes, a dança é uma importante expressão artística e a Dabke é uma das mais representativas, é dançada na época da primavera, estação das chuvas, ou em casamentos na época das colheitas.
Dabke significa “sapateado”. Podem participar de 6 a 15 dançarinos e dançarinas.
Representa, de forma geral, o ato de amassar o barro: acredita-se que possa ter originado da necessidade de se consertar as casas que, antigamente, eram feitas de pedra e lama, com seus tetos de madeira, palha e lama. Com o passar do tempo, a camada de palha e lama se quebrava e, para não infiltrar a água da chuva dentro das casas, estas eram reparadas com lama molhada.




Para fazê-la o povo se unia e ia umedecendo a lama e pisoteando-a, um trabalho que exigia a presença de muita gente da comunidade e levava muito tempo. Os vizinhos se ajudavam: se alinhavam, agarravam as mãos e avançavam um passo e pisoteavam, depois dava um passo à direita e pisoteavam novamente. Isso foi dando início a uma coreografia.
Durante esse processo, cantavam poesias e dançavam ao ritmo delas, dando um passo à frente, um pisoteio e um passo à direita e outro pisoteio. Com tempo o ato começou a se enraizar e começaram a chegar os instrumentos, dando origem à dança e à música do dabke.
Por ser de origem campesina, não se usam muitas cores, e sim trajes mais simples. Porém, nas danças apresentadas por grupos para folclóricos, feitas para apresentações em palco, normalmente as vestimentas são mais enfeitadas, coloridas e até, um pouco, descaracterizadas. Mas isso é parte da apresentação.
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Em minhas ilustrações, gosto de usar as cores vivas. Aqui, respeitando as vestimentas mais sóbrias em sua origem, ao fundo, resolvi explodir os tons laranjas vivos e quentes, deixando as figuras mais suaves em destaque.
O Narguilé
Em primeiro plano, por ser um objeto bem detalhado e, em algumas versões, bastante coloridos e enfeitados, coloquei a imagem de um narguilé, um cachimbo de água, utilizado para fumar tabaco aromatizado, dentre outros tipos de fumo.
Seu nome é de origem persa e é utilizado em muitos países do mundo, em especial no Norte da África, Oriente Médio e Sul da Ásia. Têm-se espalhado, recentemente, para a Europa e Américas.

A série "Brasis em Traços" é uma coleção de ilustrações autorais da artista brasileira Lu Paternostro, focada na representação da cultura típica, tradicional e imaterial do Brasil. Com estilo colorido e detalhado, a série retrata festas, danças, tipos populares, lendas e a diversidade étnica brasileira, baseada em vasta pesquisa sobre o folclore e a identidade nacional.
Uma pequena lembrança para você:
Cada festa, folguedo, dança ou manifestação genuína de um povo não é algo fixo — é um organismo vivo, enraizado em um território e em constante transformação. Tudo é fluxo. Tudo é vivo, dinâmico. Como um rio, que corre sem nunca se deixar apreender por inteiro: não se captura um instante sem que ele já tenha se transformado.
É justamente aí que reside sua maior riqueza — nesse movimento contínuo, que existe no tempo e no corpo dos brincantes, despertando uma alegria difícil de nomear, mas impossível de não sentir.
Esta é apenas uma breve introdução ao tema, acompanhada de desenhos que buscam revelar um fragmento desse movimento.
Lu Paternostro
- Samba de Coco de Arcoverde. Manifestações da Cultura Tradicional Brasileira. Série Brasis em Traços.
- Folia de Bois de Arcoverde. Manifestações da Cultura Tradicional Brasileira. Série Brasis em Traços.
- Cientistas e Sanitaristas Brasileiros
- NFT ART “Little Worlds ‘Multi Mundos’ Cryptos LWCU” (1987-88)
- Livro Brazílske Legendy | Lendas Brasileiras
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Para mim, a grande arte está no todo. 